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sábado, 19 de novembro de 2011

Era uma vez... A Lenda da cidade de Beja

Há muitos, muitos anos atrás, no local onde se encontra hoje a cidade de Beja, vivia um pequeno povo em cabanas de colmo. Todos os campos lavrados e semeados que hoje avistamos, em redor da cidade de Beja, eram em tempos longíquos um grande matagal, onde o homem, em alguns sítios, quase não conseguia entrar. Assim, o povo que aqui habitava sobrevivia da caça que fazia na vasta floresta, que albergava um grande número de animais. Entre os animais que viviam nesta grande floresta, havia uma serpente monstruosa, maior do que podemos imaginar. Esta serpente gigante percorria todo o matagal que existia em redor da pequena povoação, devorando e destruindo tudo o que encontrava no seu caminho. Os habitantes viviam em constante sobressalto, pensando no dia em que poderiam encontrar nas suas caçadas a terrível serpente que, sem dó nem piedade, os devoraria num abrir e fechar de olhos, aliás, o que já acontecera a algumas infortunadas pessoas que saíram para as suas caçadas e nunca mais voltaram. Mas certo dia, um dos habitantes desta pequena povoação, conhecido pela sua coragem e mestria na resolução de problemas, teve uma brilhante ideia: envenenar um toiro e deitá-lo para a floresta onde existia a tenebrível serpente. Este valente homem reuniu o povo e explicou a sua ideia de envenenar um toiro e levá-lo para a floresta, onde seria certamente devorado pela serpente, que morreria envenenada ao comer o pobre animal. Depois de um longo debate, todos concordaram com esta arriscada ideia. Então, envenenaram um robusto toiro, que era visto esperançosamente como o salvador desta amedrontada gente, e partiram para a arriscada tarefa de colocá-lo na grande e perigosa floresta, onde a monstruosa serpente costumava fazer as suas vítimas. Com muito custo, lá conseguiram deixar o toiro na floresta. Contou que ouviu que, entre a serpente e o toiro, ainda houve uma tremenda luta, pois o toiro ainda estava vivo quando fora encontrado pela horrenda serpente. Mas o toiro foi vencido pelo efeito do veneno e foi devorado pela gigantesca serpente. Passados alguns dias, a serpente foi encontrada morta ao lado dos restos do toiro salvador.

Diz-se então que a cabeça de toiro que se encontra no brasão da cidade de Beja originou desta lenda e representa também a riqueza da região em cabeças de gado

sábado, 29 de outubro de 2011

Ovibeja

Realiza-se anualmente a maior feira da região. De braços abertos a todos quantos queiram fazer dela a sua Ovibeja, a Grande Feira do Sul aposta numa programação intensiva de colóquios e debates dedicados aos temas centrais da agricultura alentejana e nacional. A agricultura e pecuária em extensivo, as novas culturas decorrentes do regadio do Alqueva, o desenvolvimento rural, a sustentabilidade económica e as fileiras estratégicas como o olival e a vinha, são alguns dos temas que estão em discussão nas edições da Feira.

Os produtos regionais, como a doçaria, enchidos, queijo, vinho, e gastronomia merecem especial destaque na Ovibeja. Concursos e exposições de gado, corridas de toiros, demonstrações equestres, artesanato, comércio, provas desportivas, exposições empresariais e institucionais preenchem a oferta do certame para além de uma intensa programação cultural, com espectáculos e concertos para animar as famosas “Ovinoites”.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gastronomia

A cozinha do Alentejo põe criatividade em todos os pratos, dando-lhes um toque de imaginação.
O Alentejo já foi uma grande região de trigo. Nos montados de sobreiros e oliveiras, grandes varas de porcos pastavam na planície. Por isso, pão, porco e azeite são a base duma das mais gostosas cozinhas de Portugal, que as ervas perfumam com aromas de campo.

A sopa é prato principal, e pode ser fria no gaspacho, mas o pão é obrigatório na sopa de cação, de bacalhau ou de tomate com linguiça. E continua nas migas que acompanham o porco, no ensopado de borrego ou na simples açorda alentejana. Prove estas iguarias em qualquer restaurante de Beja, ou um prato de caça, muito típico também da culinária do Alentejo, e terá um verdadeiro momento de prazer!
 
Um dos pratos mais típicos da cidade, é a famosa Sopa de Cação. Para os mais curiosos (e talentosos!) aqui fica a receita:
 
Ingredientes:
600g de postas de cação
1lt de água
1dl de leite
3 dentes de alho
1 ramo de coentros
q.b. sal
q.b. pimenta
4c. sopa de farinha
1c. sopa de vinagre
4 fatias pão caseiro
 
Preparação:
1. Coza as postas de cação num litro de água, à qual juntou o azeite.
2. Entretanto, faça uma pasta esmagando os alhos com coentros, sal e pimenta. Dilua a farinha num pouco de água e vinagre.
3. Retire as postas de peixe e ao caldo que ficou junte a pasta anterior e a farinha diluída. Mexa até fica com um aspecto cremoso.
4. Coloque as postas de cação em tigelas, assim como as fatias de pão e verta o caldo por cima.
 
 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Castelo de Beja

A localização estratégica da cidade na vasta planície do Baixo Alentejo demonstrou a importância do castelo de Beja ao longo dos séculos, sendo mesmo restaurado na segunda metade do século XVI, quando a sua tipologia medieval se mostrava já obsoleta perante as exigências pirobalísticas do momento. Em total decadência no século XIX, altura em que passou a servir de prisão militar, o castelo foi integralmente restaurado pela DGEMN nos meados do século XX, desafogando-se então as suas muralhas de construções então adossadas e beneficiando-se extraordinariamente a sua torre de menagem.
De planta pentagonal, o castelo afonsino-dionisino compunha-se de duas portas fundamentais, abertas a nascente e a poente da alcáçova e seis torres defensivas, uma das quais a de menagem. Bastante mais complexa era a cintura de muralhas que delimitava o núcleo urbano, uma cerca que integrava mais de quarenta torres e quatro portas principais (portas de Évora, de Mértola, de Avis e de Aljustrel) a que se acrescentaram mais três com o correr dos séculos (portas de Moura, de São Sisenando e da Corredoura). Actualmente, a imagem mais importante deste castelo é a sua imponente torre de menagem, estrutura quadrangular bastante robusta edificada no reinado de D. Dinis, de que terá mesmo existido uma lápide a indicá-lo.


E aqui fica a música do "Castelo de Beja" interpretada pela Tuna Universitária de Beja:
http://www.youtube.com/watch?v=zTlgRLY8hfc


Um pouco de história...

A cidade de Beja implanta-se numa suave colina com 277 metros de altitude, dominando a vasta planície envolvente. O campo surge, assim, como uma fronteira natural entre a vida urbana e a vida rural. Esta realidade marca a vida deste povoado desde a sua fundação, algures na Idade do Ferro. A cidade de Pax Julia terá sido fundada ou por Júlio César ou por Augusto.
A cidade estava equipada com um conjunto de edifícios muito importantes. O espaço por excelência onde se tratava a administração jurídica provincial era o Fórum, do qual também fazia parte o templo dedicado ao culto imperial. No caso de Beja, o Fórum localizava-se junto à actual Praça da República, como testemunharam as escavações realizadas por Abel Viana quando se construiu o actual depósito de água (na altura foi identificada uma enorme estrutura que se interpretou como parte das fundações do templo imperial). A importância dos diversos achados que se têm verificado em vários sítios da cidade confirmam-nos a existência de outros edifícios, tais como o teatro, anfiteatro, o circo, as termas, etc., embora a localização para estes espaços continue na esfera das hipóteses. Certamente que a cidade romana sofreu alterações ao longo do tempo, os seus principais espaços adaptar-se-iam às novas regras e modas que sopravam de outros pontos do império.
A cidade é referida pelos autores árabes, não só pela sua importância mas também pelos belos edifícios que possuía, assim como pelas vias grandes e bem conservadas que a ela levavam. No entanto é a partir deste momento que a configuração da cidade sofrerá as mais profundas alterações: a sua forma ortogonal vai-se alterando e ganhando uma forma radial. Infelizmente da cidade muçulmana pouco sabemos: os vestígios são mínimos, encontrando-se, desta época, apenas uma ou outra inscrição funerária e alguns artefactos. A cidade entra em declínio sensivelmente a partir do século XI: não é mais o centro administrativo e religioso, perdendo prestígio a favor de cidades que ganhavam cada vez maior importância, como era o caso de Évora.

sábado, 15 de outubro de 2011

Este blog foi criado com o objectivo de dar a conhecer a cidade de Beja. A ideia é dar a conhecer eventos, tradições e custumes, alguns monumentos, etc.
Vou também falar um pouco da história desta que é a capital do Baixo Alentejo.
Espero que gostem!